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CFT DICTIONARY
Dicionário Inglês para Aviação

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A NOVA VISÃO DO MERCADO INTERNACIONAL DE AVIAÇÃO SOBRE OS PILOTOS DE HELICÓPTERO. FALTAM OU SOBRAM?

Revista Forbes, Julho de 2018: A 'Perfect Storm' Pilot Shortage Threatens Global Aviation.

CNN, Agosto de 2018: The US is facing a serious shortage of airline pilots.


Agência Reuters, Setembro de 2018: Airlines struggle with pilots shortage.

Pilots shortage. O termo “novo”, usado para comentar a latente falta de pilotos no mercado aéreo internacional, está quase semanalmente presente nos maiores sites e agências internacionais.


Em números, estima-se uma demanda de mais de 16,000 novos pilotos entre 2019 e 2032, para acompanhar o crescimento da indústria aeronáutica ao redor do mundo.


Mas será que as exigências são as mesmas dos anos anteriores?

Será que essa abertura de vagas é a mesma de 2010?


E a resposta é simples: não. A valorização da formação técnica teórica de um currículo está, a passos largos, se sobrepondo a famosa quantidade de horas voadas.

A Azul Linhas Aéreas deu início a algo até então impensável aqui no Brasil: contratar tripulantes com poucas horas, e investir no final da formação dos novos contratados.

E qual a lógica desse pensamento? Não seria melhor contratar pilotos mais experientes? Fácil de entender, se analisarmos da seguinte maneira: um piloto recém formado, com nível ICAO, Ensino Superior, cursos sobre novas tecnologias e poucas horas é mais barato e mais potente como um aprendiz do que pilotos mais antigos.

A Emirates Airways, já há alguns anos, vem ao Brasil e contrata Comissários de Bordo sem nenhuma formação, mas que sejam fluentes em Inglês. É exatamente isso que você leu. Eles levam potentes profissionais para serem formados e moldados pela própria empresa.

E eu, que já sou piloto, já possuo experiência, e busco uma melhor colocação no mercado trabalho, o que devo fazer?

Invista no seu currículo. Aprimore-se. Cursos de Safety, Jet Trainings, IFRH e PLAH (ainda que teórico), Graduação ou Pós Graduação são excelentes opções. Mas, se você quer colocar seu currículo no topo da lista dos contratantes, aqui vai a melhor dica de todas: estude Inglês.


Mais de 60 países usam amplamente o Inglês. E a proporção de falantes não nativos (non-native speakers) para falantes nativos (native speakers) é de 3 para 1. Ou seja, a cada 4 pessoas no mundo que dominam o idioma Inglês, 3 aprenderam como segunda língua e somente 1 teve contato como primeiro idioma. O Inglês é a língua mundial. E, para a aviação, não é diferente.


Não há chance alguma de retrocesso. O mundo está mudado. Certamente, está muito diferente de quando você iniciou a sua carreira. Pense nas tecnologias, na maneira de alugar casa, de andar de carro sem precisar ter um, nos meios de comunicação, na internet, no modo de fazer negócios: Google, AirBnB, Uber, Facebook, WhatsApp, Bitcoins e muitos outros. Nenhum deles existe há mais de duas décadas. E, certamente, todos eles utilizam o Inglês como código básico de comunicação.


Ok, Aline, mas como a aviação se encaixa nisso?

E se eu quiser voar só no Brasil?


Essa semana, o Governo Brasileiro assinou Medida Provisória que autoriza a injeção de até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas Brasileiras. Atualmente, o CBA (Código Brasileiro Aeronáutico) estabelece que apenas 20% do capital pode estar sob domínio estrangeiro.


Desde 2016, com o fim do monopólio da Petrobras na exploração do pré-sal e o barateamento nos custos da extração, além de um calendário previsível de leilões, há crescimento de investimentos de empresas estrangeiras no setor.

E é aqui que entra você, Piloto (já formado ou ainda aluno), Gestor, Empresário, Prestador de Serviços, Operador ou que, de forma direta ou indireta, depende da aviação. Quem quiser entrar ou se manter no mercado de aviação, precisa entender que os estrangeiros fazem parte do mercado brasileiro. Empresas globais não contratarão colaboradores com currículo limitado a língua nativa.


São inúmeros casos que tenho pra contar de alunos e colegas que alavancaram a carreira na aviação apenas mudando o mindsetde “não gosto/ não preciso do Inglês”

para “ o Inglês é primordial”.

Inglês não é futuro. Inglês é presente. Inglês é segurança do voo e de vida.


Fly safe!

Aline Chelfo

*Se você é associado ABRAPHE e quer se juntar a maior comunidade de Inglês Aeronáutico do Brasil, acesse: www.semanadoicao.com.br/ultimachamada

Facebook: Aline Chelfo

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